Teatro sem fronteiras
Na estrada da arte toda parada é uma grata surpresa. Palcos, textos, vozes, sentidos acendem a ribalta do meu inconsciente. Em outubro de 2009 agarrei o desafio de desbravar continentes pela arte na força da língua portuguesa. Era uma idéia me seduzia há seis anos e depois de concretizar duas Edições do FESTLIP - Festival de Teatro da Língua Portuguesa, fiz as malas para pegar o caminho mais revelador que o teatro pôde me proporcionar. Na mala a obstinação de desenvolver oficinas teatrais. Primeira parada: Moçambique. As longas ruas de Maputo serviam de cenário para um destino desconhecido e bastou o palco com mais de 30 pares de olhos famintos por criação para eu me entregar. O regente dessa experiência foi o grande mago do teatro, Henrik Ibsen. Através do seu texto, o teatro acontecia meio a improvisações e quebras de paradigmas. Nada separa nesse momento Brasil, África e Noruega. O tom é o mesmo e o prazer em cada ator durante a oficina era embriagante. Simplesmente o elo da língua ...


